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Lei determina cardápio especial para alunos com restrições

Já não é novidade que muitas pessoas apresentam restrições em suas alimentações. Algumas por escolha própria, através de dietas e alimentação vegana ou vegetariana, outras porque o seu corpo não aceita algumas substâncias e não são capazes de processá-las, causando mal ao organismo.

Mas isso não atinge apenas adultos, não. Crianças também podem sofrer de restrições alimentares por conta de sua saúde, o que se mostra importante existir variedade em cardápio para lugares que elas se alimentam fora de casa – como a escola. Foi pensando nisso que uma lei foi criada para mudar esse cenário e ajudar aqueles que são intolerantes a determinadas substâncias.

O que é essa lei?

A lei foi criada em 2014 e publicada no Diário Oficial da União (DOU) através de uma alteração na Lei n° 11.947. Ela prevê e determina que o provimento de alimentação em ambiente escolar deve ser adequada a alunos que sejam portadores de estado ou condição de saúde específica.

Doença Celíaca

Doença Celíaca. Imagem:divulgação

Neste caso, deverá ser criado um cardápio especial para os estudantes que ali estudam e necessitam de atenção individualizada. Esse cardápio deve ser feito de acordo com as recomendações médicas e nutricionais feitas para aquela criança – desde que, claro, seja demandado por especialistas que essa diferenciação seja necessária.

Locais em que ela está valendo

Muitos estados não gostaram da mudança e a implementação tem sido aos poucos. Neste ano, o Distrito Federal começará a inserir nas merendas opções sem glúten e sem lactose de uma forma que possa atingir mais alunos com intolerância sem aplicar um cardápio especial para cada um deles. Essa mudança vale para a educação básica da rede pública do DF.

Doença Celíaca.

Doença Celíaca. Imagem:divulgação

A lei havia sido barrada no ano passado, mas agora voltou a ser utilizado no estado. Aqueles que também forem diagnosticados com diabetes também têm o direito de receber uma alimentação diferenciada para não agravar o seu problema.

De acordo com a secretaria de estado local, cerca de 52 alunos já estão sendo atendidos pela demanda, sendo que o Programa de Alimentação Escolar conta com 78 nutricionistas para atuarem lado a lado com as instituições.

Orientação alimentar é importante

Mas por que isso deve ser implementado em todas as escolas? Porque diz respeito a saúde dos estudantes, que são, em sua maioria, crianças. Comer alimentos que causam danos ao organismo, de alguma forma, pode trazer diversas consequências para aquela pessoa, principalmente no caso de diabetes, por exemplo.

Doença Celíaca.

Doença Celíaca. Imagem:divulgação

Pensando nisso, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) oferece para as instituições um manual para orientar sobre a alimentação em caso de diabetes, doença celíaca, hipertensão, fenilcetonúria e até intolerância à lactose. Essas informações de fácil acesso devem ajudar na hora de colocar as atividades alimentares em prática para essas pessoas em especial.

O que é intolerância à lactose e ao glúten?

A intolerância à lactose é um problema que registra mais de 2 milhões de casos por ano. Ela, geralmente, é causada pela deficiência da enzima lactase no organismo, o que dificulta a digestão de alimentos com lactose em suas substâncias, tendo como sintomas cólica, distensão abdominal e diarreia.

Já intolerância ao glúten, ou doença celíaca, já registra mais de 150 mil casos ao ano e é causado por uma inflamação no intestino delgado que ocorre a partir da ingestão de alimentos com glúten. Além da diarreia, também pode ocasionar inchaço, fadiga e gases.

É muito importante ficar de olho em seus sintomas e também de seus filhos. Caso veja o aparecimento desses sintomas, não deixe de consultar um médico especialista e de ver se a escola de suas crianças possuem alimentação adequada para eles em caso de intolerância ou outro problema.

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