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Veja os exames para descobrir a doença celíaca!

A doença celíaca (Enteropatia Glúten-sensível ou Espru não tropical), como é popularmente conhecida, é uma desordem sistêmica autoimune, em outras palavras, é uma inflamação crônica da mucosa do intestino delgado, podendo resultar na atrofia, ou seja, falta de desenvolvimento das vilosidades intestinais. A doença celíaca trata-se de intolerância ao glúten.

Normalmente a doença se desenvolve na infância. Os sintomas começam aparecer no período de 1 a 3 anos de idade. No entanto, por se tratar de uma doença genética, pode ser que uma pessoa que não desenvolveu nenhum sintoma durante a infância, possa a vir desenvolver depois em sua fase adulta.

Doença Celíaca – Causas             

A doença celíaca se trata de uma doença genética que é desencadeia pela ingestão de glúten. O glúten é encontrado nos grãos: trigo, aveia, centeio, cevada e malte. Alguns alimentos que contém glúten, são: pães, bolos, biscoitos, carnes empanadas, macarrão, alimentos processados, aditivos alimentares e temperos.

No entanto, alguns desses alimentos já estão sendo produzidos sem o glúten. Observando as embalagens é possível identificar quais as marcas contém essa proteína. Essa informação (“contém glúten” ou “não contém glúten”) é obrigatória no rótulo da embalagem de produtos industrializados em geral, devido a lei federl nº 10674.

Alguns alimentos em sua fabricação natural não contém glúten, são eles: cereais (arroz e milho), farinhas (mandioca, arroz, milho, fubá e féculas), gorduras (óleos e margarinas), frutas (todas, ao natural e sucos), laticinios (leite, manteiga, queijos e derivados), hortaliças e leguminosas (folhas, cenour, tomate, vagem, feijão, soja, grão de bico, ervilha, lentilha, cará, inhame, batata, mandioca) e carnes e ovos (aves, suinos, bovinos, caprinos, miúdos, peixes e frutos do mar).

Doença Celíaca – Sintomas

Os sintomas da celíaca, assim como em qualquer outro tipo de doença, podem variar de uma pessoa para a outra. Pode ser que uma pessoa desenvolva apenas alguns desses sintomas, enquanto a outra desenvolva vários.

A seguir vamos listar os sinais mais comuns: diarreia crônica, prisão de ventre, anemia, falta de apetite, vômitos, emagrecimento/obesidade, atraso no crescimento, humor alterado, irritabilidade, desânimo, inchaço na barriga, dor abdominal, aftas de repetição, osteoporose/osteopenia.

Alguns celiacos são diabéticos ou possuem intolerância à lactose, portante a sua alimentação não deve conter glúten, açúcar (no caso de diabéticos) ou leite e derivados (no caso de intolerantes).

Doença Celíaca – Exames

O diagnóstico da doença celíaca é realizado através de exames de sangue. Existem dois tipos de exames que servem para diagnosticar a doença: anti-transglutaminase (AAT) e anticorpo anti-endomísio (AAE). Apesar do exame de sangue ser muito confiável, é fundamental para o diagnóstico que seja observado mudanças nos vilos que revestem a parede do intestino delgado. Para isso, é realizado a coleta de uma amostra através da endoscopia com biópsia.

A endoscopia com biópsia é um feita com um instrumento flexível, parecido com uma sona, que é inserido pela boca, passa pela garganta e pelo estômago até chegaram intestino para coletar as amostras do tecido.

Para que serve o exame transglutaminase IgA

Esse é um tipo de exame  de sangue. O procedimento é bem rápido e normalmente o resultado sai 3 a 5 dias depois. A espera pelo resultado pode variar conforme o laboratório que realizou a coleta. No dia de realizar o exame, é preciso que o paciente esteja de oito horas em jejum.

Na doença celíaca quando o portador ingere algum alimento que contenha glúten ele produz o anticorpos Antiendomísio (IgA). Os anticorpos antiendomísio são mais sensíveis ao glúten. Pesquisas apontam que após iniciar a dieta sem glúten, os títulos de antiendomísio começam a cair em 6 a 12 meses.

Como interpretar exame de intolerância ao glúten

O ideal é que o exame de intolerância ao glúten seja interpretado pelo seu médico, somente um profissional poderá analisar corretamente o seu exame. No entanto, se a curiosidade for muito grande saiba que os exames não são um bicho de sete cabeças.

No resultado do exame normalmente tem uma tabela que serve de guia para o resultado e diagnóstico. Por exemplo: X-elemento: até 150 negativo. Ou seja, se ultrapassar 150 o exame deu positivo. Essa tabela costuma ficar no final da folha. Acontece que o exame pode chegar a um resultado de 151 e possa ser apenas uma alteração que tenha ocorrido no dia do exame. Mas isso, apenas o médico pode dizer.

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